Cidades recordistas em acidentes de moto terão capacitação do Detran-PE
Aulas fazem parte
das ações propostas pelo Comitê de Prevenção (Cepam).
Capacitação passa por temas como ética, meio ambiente e
legislação.
Acontece nesta
terça (27) e quarta-feira (28), no Recife, a formação de
multiplicadores do programa Educação de Trânsito de
Pernambuco. O grupo é composto por agentes de trânsito e
professores dos dez municípios pernambucanos com maior
incidência de acidentes com motocicletas: Araripina, Brejo
da Madre de Deus, Caruaru, Cupira, Garanhuns, Petrolina,
Pombos, Recife, Salgueiro e Serra Telhada. O curso será
ministrado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e
a ideia é que essas pessoas virem multiplicadoras.
As aulas fazem parte da ampliação da educação de trânsito
como forma de combater os acidentes com motocicletas,
proposta pelo Detran junto ao Comitê de Prevenção de
Acidentes com Motocicletas (Cepam) e acontecem na terça (27)
e quarta (28), no bairro da Iputinga, no Recife. A
capacitação conta com doze horas de aulas, passando por
temas como ética, cidadania, meio ambiente, legislação,
segurança de trânsito e socialização de projetos. Após a
capacitação, serão distribuídos 100 kits pedagógicos.
Os acidentes
de moto no Brasil representaram 30,6% dos casos de óbito por
causas externas com transporte terrestre em 2010, de acordo
com o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), criado
pelo Ministério da Saúde em 1975 para obter regularmente
dados sobre mortalidade no país. Na maior emergência de
Pernambuco, o Hospital da Restauração, quase trinta mil
vítimas de acidentes de motocicleta foram atendidas entre os
anos de 2000 e 2010. Entre os pacientes do HR, 30%
assumiram para os médicos ter ingerido bebida alcoólica.
Estavam sem capacete 27% deles e 77% não tinham carteira de
habilitação. Muitos vieram do interior.
De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
um paciente de moto custa mais de R$ 150 mil ao serviço de
saúde dentro do hospital. Contando o socorro, a licença
médica, a aposentadoria, o gasto é de quase um milhão. Os
médicos avaliam que em torno de 12% das pessoas que chegam
vêm com um braço ou uma perna que já não tem qualquer
condição de cumprir a sua função no corpo depois do
acidente.
