Publicado em 13 de
fevereiro de 2012
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Programa de rádio
“Café com a Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma
Rousseff
20/02/2012 às 08h45
Max Gonçalves: Olá, eu
sou Max Gonçalves e estou aqui para mais um Café com a Presidenta
Dilma. Bom dia, presidenta!
Presidenta: Bom dia, Max! E bom dia para os nossos ouvintes
que nos acompanham hoje!
Max Gonçalves: Presidenta, muita gente aproveitou o feriado
para viajar atrás da folia de carnaval ou para fugir das multidões e
descansar, não é mesmo?
Presidenta: É sim, Max. Eu, por exemplo, estou aproveitando o
feriado para descansar um pouco. Estou acompanhando a folia do
carnaval pela televisão. Gosto muito de ver a alegria e a
descontração dessa que é a nossa maior festa popular brasileira. É
uma alegria, de fato, contagiante, Max. Temos o maior carnaval do
mundo, Max, que atrai turistas de todos os lugares, os brasileiros
de várias partes do país também viajam centenas de quilômetros para
aproveitar o carnaval nos desfiles das Escolas de Samba, no Rio e em
São Paulo, atrás dos trios elétricos na Bahia, curtindo o frevo de
Recife e Olinda ou o carnaval de rua em Minas Gerais e em todos os
outros estados da Federação. Acho que não existe um só lugar no
Brasil que não tenha e que não aproveite o seu carnaval. Como esse é
um dos maiores feriados do nosso calendário, tem também muita gente,
que apesar de não curtir o carnaval, aproveitou os dias de folga no
trabalho para viajar, para descansar ou até visitar um parente. Por
isso, Max, no meio de tanta festa e tanta diversão, tem uma coisa
que me preocupa muito nessa época, são os acidentes de trânsito nas
estradas e nas cidades. O que a gente percebe, Max, é que, na
maioria das vezes, os acidentes poderiam ter sido evitados com um
pouco mais de cuidado e responsabilidade dos motoristas.
Max Gonçalves: O álcool ao volante ainda é um grande
problema, não é, presidenta?
Presidenta: É, sim, Max, é sim. No ano passado, mais de 27
mil motoristas foram multados somente nas estradas federais porque
estavam dirigindo alcoolizados. Tem gente que ainda acha que pode
beber e dirigir, e que nada de ruim vai acontecer, mas não é assim,
a gente sabe. É preciso mudar esse comportamento – álcool e volante
não combinam mesmo. Quem bebe fica com os reflexos muito mais lentos
para reagir a uma situação de perigo; perde a noção da distância,
Max, e, em uma curva perigosa, tudo pode acontecer. Se beber é
melhor pegar uma carona com o amigo, ir de táxi, de ônibus ou até
adiar um pouco a viagem. O Departamento Nacional de Trânsito, o
Denatran, está fazendo, Max, uma campanha muito importante para
conscientizar os motoristas durante o carnaval. Essa campanha diz o
seguinte, Max: “O folião tem que ter samba no pé e juízo na cabeça”,
esse é o recado.
Max Gonçalves: Como está a fiscalização nas estradas,
presidenta?
Presidenta: Olha, Max, desde o dia 15 de dezembro até o
próximo domingo, que é 26 de fevereiro, o governo está fazendo uma
operação integrada nas rodovias federais, estaduais e municipais, é
a Operação RodoVida. A Polícia Rodoviária Federal, as polícias
rodoviárias estaduais, os órgãos de segurança pública dos estados e
os Detrans estão trabalhando de forma articulada, desde o
planejamento até a fiscalização. O resultado, Max, tem sido uma
forte redução nos acidentes violentos no país.
Max Gonçalves: E, para o carnaval, essa operação foi
reforçada?
Presidenta: Foi sim, Max, muito reforçada. Agora no carnaval,
a Polícia Rodoviária Federal está com 9.200 policiais nas estradas
para evitar, principalmente, o excesso de velocidade, a embriaguez e
as ultrapassagens em local proibido. Além disso, os policiais contam
com 1.800 bafômetros para evitar que as pessoas que consumiram
bebidas alcoólicas continuem dirigindo e coloquem em risco a sua
própria vida e a vida dos outros.
Max Gonçalves: Presidenta, nessa época é preciso ter mais
cuidado também porque as estradas estão mais cheias.
Presidenta: Estão bem mais cheias. E isso porque as pessoas
têm, hoje, mais renda para viajar e porque nossa frota de veículos
cresceu muito nos últimos anos com o crescimento da renda das
pessoas. Nós já temos hoje mais de 70,5 milhões de veículos
registrados no país. Desse total, 18 milhões são motocicletas. Isso
acaba gerando uma outra preocupação muito grande, que é o número
expressivo de motociclistas envolvidos em acidentes fatais,
principalmente pela falta de capacete. Os motociclistas já
representam 1/4 das mortes no trânsito, e isso é terrível, porque a
grande maioria dessas pessoas, dessas vítimas são jovens. Por isso,
mais uma vez, é importante que a gente alerte: se beber, não dirija.
E se dirigir, não beba.
Max Gonçalves: Presidenta, com certeza a nossa conversa de
hoje vai fazer muito motorista refletir sobre a volta do feriado.
Infelizmente o nosso tempo acabou. Bom descanso para a senhora!
Presidenta: Olha, Max, muito obrigada. Espero que os nossos
ouvintes aproveitem bem esse carnaval, e o façam com todo o cuidado
para preservar as suas vidas.
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Imprensa
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