atualizado em 01 de
setembro de 2010

SEMANA NACIONAL
DE TRÂNSITO 2010
TEMA: CINTO DE
SEGURANÇA E CADEIRINHA
A redução das lesões e mortes
no trânsito é um desafio mundial. Mais de um milhão de pessoas de todas as
nações são vítimas fatais de acidentes de trânsito. Segundo a Organização
Mundial de Saúde (OMS), há cinco fatores que causam o maior número de mortes
e lesões no trânsito entre os quais está a não utilização do cinto de
segurança.
No Brasil, em 2008, de acordo
com pesquisa da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT),
88% dos ocupantes dos bancos dianteiros de veículos automotores utilizam o
cinto de segurança. Provavelmente, este comportamento reflete ações de
educação e fiscalização de trânsito que mobilizaram os cidadãos de forma
eficiente. Prática de notável relevância para segurança do trânsito
brasileiro haja vista que o uso do cinto pelo condutor e pelo passageiro do
banco dianteiro reduz em 50% o risco de morte em uma colisão de trânsito.
Apesar disso,o mesmo estudo realizado pela SBOT indica que apenas 11% dos
passageiros utilizam o cinto no banco traseiro. O risco de morte de um
condutor utilizando o cinto de segurança, como resultado de um passageiro do
banco traseiro sem cinto, é cinco vezes maior do que seria se esse
passageiro estivesse retido pelo cinto.
Os acidentes de trânsito
representam a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil.
Em 2008 foram registradas 22.472 vítimas não fatais de acidentes de
trânsito, com idade entre 0 e 12 anos de idade e 802 vítimas fatais de mesma
faixa etária (Dados Denatran).
Dentre estes acidentes de
trânsito, estão os que vitimam a criança na condição de passageira de
veículos. Neste caso é exatamente o uso do dispositivo de retenção,
popularmente conhecido como bebê conforto, cadeirinha ou assento de
elevação, que pode diminuir drasticamente as chances de lesões graves – e de
morte – no caso de uma colisão.
O uso do cinto de segurança
não é a forma mais segura para transporte de crianças em veículos, pois foi
desenvolvido para pessoas com no mínimo 1,45 de altura. Por este motivo é
necessário o uso de um dispositivo de retenção adequado às condições da
criança.
O
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) realizou um levantamento de
dados constituídos a partir da pesquisa “A balada, a carona e a Lei Seca”,
realizado em 2009, em seis capitais brasileiras, onde registrou que apenas 2
em cada 10 jovens do ensino médio usam SEMPRE o cinto de segurança.
Nesse sentido, trabalhar pela utilização do cinto de segurança
e dos
dispositivos de retenção adequado às condições da criança é um desafio; um
compromisso a ser assumido por todos os profissionais da área.
Além de diminuir a taxa de mortalidade em acidentes, o cinto
de segurança reduz a severidade das lesões sofridas pelos ocupantes do
veículo em uma colisão. Acrescenta-se ainda que o cinto previne a ejeção de
condutor e passageiros do veículo, comum em capotamentos. De acordo com o
American College of Emergency Physicians, 44% dos passageiros que
viajavam sem cinto e que morreram foram ejetados, parcial ou totalmente, do
veículo.
Importante considerar que a prevenção de mortes e lesões no trânsito a
partir da utilização do cinto de segurança impacta diretamente nos custos
hospitalares e demandas de reabilitação.
O tema “CINTO DE SEGURANÇA
E CADEIRINHA”, da Semana Nacional de Trânsito de 2010, possibilitará
que os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito promovam, à
população em geral, ações de segurança a partir de um aspecto pontual. É uma
oportunidade para suscitar reflexões, incentivar discussões e criar
atividades que explorem com profundidade a real importância e necessidade do
uso do cinto de segurança e dos dispositivos de retenção adequado às
condições da criança.
ALFREDO PERES DA SILVA
Presidente do Contran e Diretor do Denatran
 |
“As ações educativas e os materiais produzidos referentes ao tema da
Semana Nacional de Trânsito, de 18 a 25 de setembro, deverão ser
oportunizados à sociedade até a abertura da próxima Semana Nacional de
Trânsito, sem prejuízo do desenvolvimento de outras iniciativas
promovidas pelos órgãos ou entidades componentes do Sistema Nacional
de Trânsito”. |
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