Clipping Departamento Nacional de Trânsito

 

 

 

Matérias sobre Trânsito – 19 de abril de 2007


 

 

 

 

 

Veículo: Correio Braziliense – DF – 19/04/2007

Seção: Veículos

Abaixe o som, por favor!



Direção e música nem sempre combinam. Estudos revelam que mexer no rádio aumenta o risco de acidentes no trânsito

 

Rovênia Amorim
Da equipe do Correio

 

Na hora do almoço e do trânsito complicado nas principais vias de Brasília, a mãe busca o filho na escola e o menino liga o som, muda as estações até achar o rock heavy metal. Irritada, ela engrossa a voz e ordena que ele desligue imediatamente a “barulheira”. Em outro carro, o motorista tira a mão direita do volante e insiste em procurar uma música boa. Mexer no som, assim como olhar para trás e acalmar o bebê, retocar o batom e atender o celular são exemplos de situações corriqueiras no interior dos carros que distraem o motorista e podem resultar em tragédias nas pistas.

E não são poucas. Estudos mostram que a distração é responsável por 20% dos acidentes de trânsito. Para se ter idéia de como desviar a atenção é perigoso, basta saber que um veículo de passeio a 80km/h, em pista seca, ainda percorre 56m desde o instante em que o motorista pisa no freio. “Temos relatos de como frações de segundos de distração ao volante acabam em tragédia, como o de uma mulher que foi ajeitar a sacola de compras do supermercado e hoje está tetraplégica”, alerta Fábio Racy, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

Embora, em muitos estudos, mexer no aparelho de som ocupe um dos últimos lugares no ranking das distrações dos motoristas, a música pode ser tanto aliada como vilã no trânsito. “Certas canções podem estimular a agressividade, outras podem ser um alívio nos engarrafamentos”, comenta o professor Hartmut Günther, que dá aulas sobre psicologia no trânsito na Universidade de Brasília (UnB).

No levantamento do NHTSA, órgão americano de segurança viária, mexer na aparelhagem, no entanto, foi apontado como a principal causa de acidentes provocados por desatenção nos Estados Unidos. Por isso, algumas montadoras optam por usar rádios com botões grandes ou ainda comandos no volante.

Decibéis


Apesar dos prós e contras, duas coisas são certas: o som desperta paixão e exageros. Tem gente que investe alto para ter um som potente e de última geração. O problema é ignorar a legislação e sair por aí, em altos decibéis. “O som alto atrapalha, tira a atenção do motorista e o sossego das outras pessoas. Isso é infração grave”, alerta Miguel Ramirez, diretor de Educação de Trânsito do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).

A resolução 204 do Conselho Nacional de Trânsito, que regulamenta o artigo 228 do Código de Trânsito Brasileiro, fixa em 104 decibéis (dB) o volume a meio metro do veículo. A nova lei está em vigor desde 10 de novembro e classifica a infração como grave. O condutor é multado em R$ 127,69, ganha cinco pontos na carteira e o veículo é rebocado.

O professor e pesquisador de ruídos ambientais da Universidade Católica de Brasília, Sérgio Garavelli, diz que 104 dB é um volume alto demais para os sons automotivos. “É uma coisa absurda ficar a meio metro de um carro desses. A oito metros de distância, o som será de 80 dB, o que ainda é alto”.

Como argumento, ele lembra da Lei Distrital 1.065/96, que fixa como toleráveis os índices de poluição sonora entre 40 e 65 decibéis. A variação depende do local e do horário. Além de incomodar os outros motoristas, o som alto prejudica o próprio condutor. O volume exagerado impede que ele ouça sons como buzina ou o apito do guarda.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o limite suportável para o ouvido humano para uma exposição de oito horas é 85 decibéis. A longo prazo, pode causar gastrite, insônia, aumento do nível de colesterol, distúrbios psíquicos e perda da audição. Provoca, ainda, irritabilidade, ansiedade, excitação, desconforto, medo e tensão.

 

Memória

Rádio high tech

O rádio começou a se popularizar na década de 70. Os aparelhos eram bem mais simples. Até 1991, cerca de 70% dos sons automotivos tinham menos de 11 botões. Hoje, 65% deles têm mais de 11 teclas. Quanto mais coisas para mexer, maior é a distração. Por conta do efeito sedutor do rádio, alguns estados norte-americanos tentaram impedir, na década de 30, a instalação de som nos carros sob a alegação de que distraíam os motoristas. A evolução não se resume às aparelhagens. Nos Estados Unidos é possível passar por um túnel sem ter chiados no som ou ter que procurar uma estação a cada 100km percorridos. Graças às tecnologias da era espacial, com os satélites de comunicação.

Paixão feminina

Dentro dos limites, ouvir música no trânsito não traz problema. É um ato passivo, segundo especialistas e ajuda a aliviar o estresse. E engana-se quem pensa que só os homens têm paixão pelos sons potentes e as novidades do mercado. A brasiliense Maria Luísa Bertulucci, 36 anos, criou um grupo de mulheres apaixonadas por som automotivo — Equipe Topgirl Som Car Brasília. Ela investiu R$ 6 mil para equipar o Mazda vermelho, que parece uma Ferrari, com um DVD 5.1. “É como se ela tivesse um som de cinema dentro do carro”, explica José Ferreira Júnior, 41 anos, representante comercial de som automotivo.

O carro da administradora de empresas foi selecionado para participar do Salão de Acessórios em São Paulo, evento organizado pelo bicampeão Emerson Fittipaldi. E saiu de lá premiado, na categoria som e harmonia. Ao todo, foram expostos 380 carros personalizados pelos seus proprietários. “É preciso desmitificar essa coisa que só homem entende e é apaixonado por som”, diz Maria Luísa. “Já ouvi muita piada, de que sou uma senhora querendo ser adolescente. Mas não ligo. Faço o que eu gosto, não importa a idade.”

A idéia do Topgirl Som Car Brasília é aumentar a participação das mulheres nos eventos. “Existem eventos de alta qualidade. Os carros equipados são cabeados e tocam na mesma sintonia, sem ruído e sem baderna”, garante. Segundo ela, o público de Brasília, principalmente o jovem, precisa entender “que sonorização não é motivo de rachas e conflitos de rua para ver quem mantém o som mais alto.”

Novo ou velho, todo carro tem um Moderno, com controle na própria direção e tela que só mostra a imagem se o veículo estiver parado, ou quase peça de museu, com sistema de busca analógico. O som de carro é um acessório quase obrigatório no carro do brasileiro. Na pressa do dia-a-dia, a locomoção casa-trabalho-escola acaba sendo o tempo de acompanhar as notícias do dia ou ouvir as músicas da moda. “Não preciso de uma discoteca ambulante. Quando um carro desses passa na rua faz até a casa tremer. Apenas gosto de dirigir curtindo uma musiquinha”, explica o auxiliar de serviços gerais Ailton Antonio de Souza, 41 anos.

O morador do Gama tem na Brasília, ano 1981, um desses sons que não se encontram mais. O rádio toca-fitas é analógico e ele precisa rodar o botão até sintonizar a estação. As fitas ele compra por R$ 1 nas bancas de camelô e quando enjoa das músicas, regrava-as. “Imagina se vou botar um CD no carro. É dar chance para alguém roubar. E o som de fita é bom, basta usar um cotonete com álcool para limpar o cabeçote quando fica sujo.” (RA)

 

 

 

 

 

 

 

 

Veículo: Correio Braziliense – DF – 19/04/2007

Seção: Cidades

Caminhão mata motoboy



Jovem de 25 anos, com moto recém-comprada, bate em carro parado e é atingido por carreta em frente ao Casa Park

 

Pablo Rebello
Da equipe do Correio

O retorno da BR-450, em frente ao shopping Casa Park, no sentido ParkShopping-Rodoferroviária, costuma ser de trânsito lento. Carros, caminhões e ônibus se enfileiram todos os dias ali, principalmente nas horas de maior movimento. No final da tarde de ontem, o fluxo dos veículos ficou ainda mais lento. Um acidente com um Gol, uma moto e um caminhão, por volta das 15h40, terminou de forma trágica no local. O motoboy Milton Muniz dos Santos, 25 anos, morreu esmagado e o passageiro da moto, Luciano Antônio dos Santos, 25 anos, foi encaminhado para o Hospital de Base com fratura no dedo mínimo da mão direita.

Segundo testemunhas, o motoboy bateu na traseira do Gol preto de placas JHG-8686/DF, que estava parado na fila de veículos que iriam fazer o retorno, e caiu. Para azar da vítima, o caminhão de placas JJZ-1527/DF passava na pista ao lado na hora do acidente. O peito e a cabeça de Milton foram esmagados pelas rodas traseiras do veículo. Luciano teve mais sorte ao cair. Somente sua mão direita foi atropelada pelo caminhão. “Não deu tempo de parar. Só escutei o barulho e olhei pelo retrovisor. Mas, antes que pudesse parar, o motoboy já estava debaixo da roda. Não pude fazer nada”, lamentou o caminhoneiro Durcésio Isaias dos Santos, 32 anos. Ele retornava para casa depois da última entrega do dia quando ocorreu a colisão.

O motoboy estava a caminho do Casa Park para entregar o dinheiro que tinha sacado no banco a pedido da sua chefe quando bateu no Gol. Milton morava no Gama com a mulher e tinha comprado a moto Honda CG 125, de placas JJE-7382/DF, recentemente. Segundo amigos da vítima, a compra do veículo era um sonho antigo. Antes disso, ele trabalhava com motos alugadas ou de amigos. Também era tido como um rapaz trabalhador, que fazia serviços para diversas lojas do shopping e tinha a confiança dos chefes.

A moto recém-comprada ficou destruída. Os guidons entortaram a ponto de quase tocarem um no outro. O tanque de combustível ficou severamente amassado. A parte traseira do veículo foi parcialmente destruída. Diante do que sobrou da moto, a mulher de Milton caiu em prantos no gramado ao lado da pista. Muito abalada, ela preferiu não dar entrevistas.

Metade da rodovia teve que ser interditada durante aproximadamente 30 minutos. Policiais militares orientaram os motoristas a utilizarem a faixa livre e o acostamento para passarem pelo local do acidente. A ação imediata da perícia permitiu que a pista fosse liberada de forma rápida. O Corpo de Bombeiros se encarregou de limpar os sinais da colisão da rua com esguichos d’água. O caso foi registrado na 8ª DP (Setor de Indústria e Abastecimento).

Dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran/DF) mostram que 62 motociclistas perderam a vida em colisões de trânsito no ano passado. Dos 26 acidentes com morte registrados em janeiro deste ano, nove envolveram motos. O Detran ainda não divulgou as fatalidades referentes aos meses de fevereiro e março.

 

 

 

 

 

 

Veículo: Governo do Pará – 18/04/2007

Seção: Notícias

Motorista só poderá circular portando original da CNH


Da Redação

Agência Pará

Os motoristas flagrados na direção portando apenas cópia da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou o boleto do pagamento da taxa para a renovação da habilitação - mesmo que pago - serão multados. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), através do seu artigo 159, parágrafo 5º, estabelece que, para a condução do veículo só é permitido o original da CNH.

O Detran já registrou casos de condutores dirigindo apenas com o boleto pago das taxas do exame médico e da renovação por não ter recebido a CNH em casa. De acordo com a legislação de trânsito, dirigir sem a habilitação é multa de natureza gravíssima, recebendo o condutor, automaticamente, o registro de sete pontos no seu prontuário de habilitação.

São comuns de serem registrados pelo Detran, casos de condutores que desconhecem o que estabelece o Código de Trânsito com relação a obrigatoriedade do original da CNH para dirigir.

O Detran envia com antecedência de pelo menos dois meses, para a casa do condutor, um comunicado sobre a data do vencimento da CNH ou da Permissão para Dirigir. Como a CNH tem 30 dias de validade, além da data-limite registrada no documento, o condutor pode aproveitar para providenciar a renovação e assim ficar circulando com a carteira antiga até a chegada do documento renovado. O tempo médio de entrega da nova CNH na casa do usuário é de 15 dias.

A recente Resolução 205, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que trata sobre os documentos de porte obrigatórios, ratificou, através do seu artigo 1º, quais são os documentos que se incluem nessa relação, além da CNH: Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC), Permissão para Dirigir e Certificado de Registro e Licenciamento Anual (CRLV). Esses documentos, segundo a resolução, devem ser originais. No caso do CRLV, recente deliberação apresentada pelo Contran, estabeleceu que a cópia autenticada será aceita até a data do vencimento do licenciamento alusiva ao exercício/2006.

Texto: Rose Barbosa - Detran

 

 

 

 

 

 

 

 

Veículo: O Documento – MT – 17/04/2007

Seção: Notícias

Presidente da Assembléia de MT propõe inclusão do tipo sanguíneo na CNH



Da Redação

Com o objetivo de facilitar o atendimento a acidentados e feridos no trânsito e em atendimentos de emergência, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Sérgio Ricardo (PR), apresentou um projeto de lei que dispõe sobre a inclusão do tipo sanguíneo e fator RH na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista. “Em caso de acidentes graves, a maioria das vítimas precisa de imediata transfusão. Com agilidade na identificação do tipo sanguíneo, tem-se a dinamização do atendimento, com uma ação mais segura do profissional da saúde”, observou Sérgio Ricardo.

O presidente informa na justificativa da matéria que a proposição tem por finalidade facilitar o trabalho das equipes de salvamento. Ele explicou que no momento do acidente, o motorista poderá necessitar de uma rápida transfusão de sangue e com a informação de seu tipo sangüíneo e fator RH na CNH, as equipes de salvamento terão dados mais precisos para o primeiro atendimento que, em muitos casos, é fundamental para salvar a vida.

Na opinião do deputado, a proposta irá facilitar a ampliação do trabalho das equipes de resgate, bem como, dos serviços de emergência dos hospitais do estado, principalmente no caso de acidentes de trânsito tão presentes no dia a dia das cidades.

De acordo com o coordenador médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Haig Tersian, essas informações na carteira de habilitação terão uma relevância de extrema importância. “Quando se trata de socorro médico ao condutor e vítimas de acidentes no trânsito, a perda de tempo tem que ser evitada para maior eficácia atendimento.

Ter à disposição dados como tipo de sanguíneo e fator RH é básico e fundamental, para tomadas urgentes de providências médicas”, avaliou Tersian. Além disso, segundo o chefe de operações do Centro Integrado de Segurança Pública (CIOSP), capitão Wendel de Arruda Silva, a medida será fundamental para o socorro aos envolvidos em acidentes. Ele ressaltou ainda que, em casos de vítimas inconscientes, esses dados facilitarão o atendimento.

Outro ponto destacado por Silva, diz respeito à entrada da vítima ao pronto socorro, “em caso da necessidade de transfusão de sangue imediata, constatando o seu tipo sanguíneo na hora, promoverá um atendimento mais rápido para o paciente”, ratificou.

Conforme dados do Corpo de Bombeiros Militares do Estado, desde o início do ano foram registrados 253 ocorrências de trânsito. As cidades de Cuiabá e Várzea Grande registraram a média de 2,3 atropelamentos diários, acumulando nos três primeiros dias de abril, sete ocorrências registradas.

No ano passado, a capital registrou 1253 mil ocorrências de atropelamento, sendo março o mês mais violento, com 129 casos. “A proposta do parlamentar é importante, pois vai proporcionar um atendimento mais rápido, uma vez que o paciente já terá incluso informações básicas e primordiais no procedimento de emergência”, explicou a diretora do MT-Hemocentro, Eliana Rabane.

“È imprescindível o conhecimento destes elementos na carteira, no atendimento de urgência, já que muitas vezes, a habilitação é o único documento usado pelo motorista”, finalizou o presidente da Assembléia Legislativa.

 

 

 

 

 

 

Veículo: Detran RJ – 18/04/2007

Seção: Notícias

Detran-RJ e Firjan fecham convênio para facilitar renovação da habilitação


Motoristas com mais de 60 anos ou que já foram reprovados por duas vezes na prova teórica poderão optar por curso para tirar a carteira

O Detran-RJ tem uma boa notícia para os motoristas com 60 anos ou mais que precisam fazer a prova teórica para renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A partir de amanhã (19/4), eles passarão a ter a opção de fazer um curso de direção defensiva e noções de primeiros socorros no lugar do exame teórico. A medida foi instituída pela Portaria 3.828 do Detran-RJ, publicada em março deste ano, que permite aos idosos com 60 anos ou mais – e não apenas com 65 anos ou mais, como anteriormente – fazerem o curso. A prova teórica é oferecida atualmente em 26 dos 64 postos de Habilitação no estado, sendo 16 deles de provas na modalidade eletrônica, o que muitas vezes dificulta ainda mais a aprovação dos idosos.

E mais: o curso, antes oferecido apenas pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs), custando entre R$ 70 e R$ 100, também passará a ser oferecido ao custo de R$ 19,85 em 20 unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RJ), parte do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Para fechar a parceria, o Detran-RJ, representando o Governo do Estado, e o Sistema Firjan, assinam um convênio de cooperação técnica amanhã (19/4), às 10h30, no Palácio Laranjeiras. O encontro terá a presença do governador Sergio Cabral, do presidente do Detran-RJ, Antonio Francisco Neto, e do presidente do Sistema Firjan e do Conselho Regional do Senai-RJ, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

Motoristas de qualquer idade que já tenham sido reprovados por duas vezes na prova de atualização e preferirem fazer o curso também terão esta opção. Vale lembrar, porém, para os que preferirem fazer a prova de atualização, que ela já está incluída no Duda de renovação de CNH - que custa R$ 76,50. Mas, em caso de reprovação, é preciso pagar uma outra taxa de R$ 76,50. Maiores de 65 anos, no entanto, devido à lei estadual da gratuidade, não pagam a taxa. Já o curso oferecido pelos CFCs e, agora pelo Senai, é pago. Em média, seis mil motoristas com mais de 60 anos renovam a CNH no Rio a cada mês. E cerca de vinte mil candidatos, de até 60 anos, constam no cadastro do Detran como reprovados no exame duas ou mais vezes.

O Detran resolveu criar esta alternativa baseando-se no Estatuto do Idoso, que beneficia pessoas com mais de 60 anos. Hoje, no estado, há cerca de 500 mil motoristas com mais de 60 anos. "Havia muitos pedidos de associações e de federações de idosos pedindo a redução da idade para a realização do curso. Aproveitamos e estendemos a opção a todos os usuários do estado que também encontraram dificuldade com a prova eletrônica e foram reprovados mais de uma vez", afirma o presidente do Detran-RJ. A redução da idade de 65 para 60 anos atingirá, em média, 150 mil habilitados no estado.

Para que o curso de 15 horas/aula - cinco horas de primeiros socorros e dez de direção defensiva - seja oferecido nas 20 unidades do Senai-RJ, será necessário que sejam formadas turmas com um mínimo de 30 alunos. Mas atenção: só receberá o certificado de conclusão quem apresentar freqüência integral. É bom lembrar que a taxa do exame médico (R$ 42), paga às clínicas credenciadas ao departamento na renovação da carteira de habilitação, continua sendo cobrada a usuários de todas as idades.

A exigência da prova de atualização para motoristas habilitados antes de 1998 foi estabelecida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a partir de junho de 2005. A Resolução 168 do Contran facultou aos Detrans de cada estado a decisão de escolher a maneira de verificar o conhecimento de direção defensiva e primeiros socorros na hora da renovação. Na época, o Detran-RJ optou por prova gratuita, incluída no Duda de renovação de CNH – R$ 76,50.

Passo a passo para a renovação da carteira

Os procedimentos para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mudam pouco. A partir de agora, o motorista com mais de 60 anos, ou que já tiver sido reprovado na prova de atualização duas vezes e quiser optar pelo curso, deve agendar sua ida a um posto do Detran pelo Teleatendimento (3460-4040 ou, para o interior, 0800-204041) ou pela página do Detran na Internet (www.detran.rj.gov.br). No posto - onde ele entregará os documentos necessários (carteira de identidade e a CNH vencida) deverá escolher uma região de clínica para ser encaminhado para realizar seu exame médico (R$ 42).

 

Quem desejar fazer a prova deve agendar o exame no próprio posto ou através do Teleatendimento. O motorista que optar pelo curso deve procurar qualquer Centro de Formação de Condutores ou uma das vinte unidades do Senai-RJ, que informarão ao Detran através de sistema informatizado a conclusão do curso, quando o usuário tiver completado 15 horas/aula de direção defensiva e noções de primeiros socorros. O motorista receberá um certificado pela conclusão do curso e deverá procurar o mesmo posto onde deu início a seu processo de renovação para receber a nova carteira de habilitação renovada.

Mesmo os motoristas com mais de 60 anos ou os reprovados por duas vezes que já começaram seu processo de renovação poderão optar pelo curso. Não é necessário voltar ao posto para comunicar a decisão ao Detran: basta procurar um CFC ou uma unidade do Senai, com o número de seu processo de renovação, que eles informarão ao Detran-RJ a opção do motorista.

Unidades do Senai-RJ que oferecerão o curso de atualização

Núcleo de Formação Profissional de Itaperuna (Avenida Dep. José de Cerqueira Garcia, 883, Governador Roberto Silveira)
Centro de Formação Profissional de Campos (Rua Bruno de Azevedo, 37, Jardim Maria Queiroz)
Núcleo de Formação Profissional de Macaé (Alameda Etelvino Gomes, 155, Riviera Fluminense)
Centro de Formação Profissional de Nova Friburgo (Rua Prefeito Eugênio Müller, 220, Centro)
Agência de Formação Profissional de Três Rios (Rua Izaltino Silveira, 90, Centro)
Centro de Formação Profissional de Petrópolis (Rua Bingen, 130, Bingen)
Agência de Formação Profissional de Barra do Piraí (Rua Alan Kardec, s/nº, Muqueca)
Centro de Formação Profissional de Barra Mansa (Rua Senhor do Bonfim, 130, Saudade)
Centro de Formação Profissional de Resende (Rua Sarquis José Sarquis, 156, Jardim Jalisco)
Núcleo de Formação Profissional de Volta Redonda (Avenida Lucas Evangelista, 595, Aterrado)
Centro de Formação Profissional de Niterói (Rua General Castrioto, 460, Barreto)
Centro de Formação Profissional de Duque de Caxias (Rua Arthur Goulart, 124, Centro)
Centro de Formação Profissional de Nova Iguaçu (Rua Gerson Chernicharo, s/nº, Bairro da Luz)
Núcleo de Formação Profissional de São Gonçalo (Rua Doutor Nilo Peçanha, 134, Rodo)
Núcleo de Formação Profissional de Vicente de Carvalho (Avenida Pastor Martin Luther King Jr., s/n, Vicente de Carvalho)
Agência de Formação Profissional de Jacarepaguá (Estrada do Boiúna, 310, Taquara)
Núcleo de Formação Profissional de Bonsucesso (Avenida Guilherme Maxwell, 105/107, Bonsucesso)
Núcleo de Formação Profissional de Laranjeiras (Rua Esteves Júnior, 47, 2º andar, Laranjeiras)
Centro de Formação Profissional Construção Civil (Rua Morais e Silva, 85, Tijuca)
Núcleo de Formação Profissional de Santa Luzia (Rua Santa Luzia, 685, Centro)

 

 

 

 

 

 

 

 

Veículo: Gazeta de Ribeirão – SP – 19/04/2007

Seção: Cidade

Câmara reclama


Multas de radares para coibir excesso de velocidade em avenidas recebem críticas de vereadores de Ribeirão

Adriana Matiuzo
Gazeta de Ribeirão
adriana.matiuzo@gazetaderibeirao.com.br

Vereadores de Ribeirão estão fazendo "coro" contra a Transerp (Empresa de Trânsito e Transporte Urbano) por mudanças na forma de fiscalização do trânsito na cidade. Eles afirmam estar recebendo reclamações diariamente dos motoristas e prometem até medidas drásticas como registro de Boletim de Ocorrência contra os "marrozinhos."

As multas têm sido tema constante nas sessões da Câmara. Na semana passada o assunto ganhou evidência com a votação do projeto do vereador Corauci Neto (DEM) que prevê que os munícipes tenham o direito de levar duas testemunhas de defesa no julgamento dos recursos de multa.

Para o vereador, hoje o julgamento ocorre à revelia, já que o motorista nem fica sabendo a data do julgamento. "Sei que essa obrigação não está prevista no Código Nacional de Trânsito, mas Ribeirão poderia ser um exemplo ao criar esta nova norma", afirmou Corauci.

Segundo Sérgio Malia, responsável pelo Departamento de Protocolo de Recursos da Transerp, a medida seria muito complicada na prática já que dificilmente uma testemunha teria condições de fazer afirmações precisas sobre o que ocorreu 20 dias antes de uma audiência.

Muitos vereadores usaram a tribuna para dizer que na prática isso seria muito complicado, mas que diante dos problemas com multas na cidade, votariam favoravelmente.

O vereador Samuel Zanferdini (PMDB), presidente da CEE (Comissão Especial de Estudos) do Trânsito, que também votou favorável ao projeto, chegou a sugerir que passe a ser exigida a autuação dos motoristas no momento da infração. Na sessão de terça-feira, no entanto, Zanferdini foi ainda mais radical e disse que irá registrar Boletins de Ocorrência quando flagrar agentes de trânsito trabalhando escondidos. Segundo ele, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) prevê que haja visibilidade dos agentes sob pena de até mesmo gerar o cancelamento de multas. "Daqui a uns dias, você não vai poder nem coçar a sua orelha que já será autuado. Não existe um agente dando orientação. Há uma preocupação só em multar", disse o vereador. Zanferdini contou que apresentou um requerimento há cerca de dez dias solicitando informações à Transerp sobre a arrecadação com multas.

Outro vereador que tem criticado a Transerp é Walter Gomes (PSC). Gomes disse que recebeu somente esta semana 20 reclamações de motoristas. O vereador também afirmou estar preocupado com a situação de motoristas de fora da cidade. "Para nós, a localização dos radares ainda tem sido bem divulgada, mas e para quem vem de fora?", questionou o vereador.

Na sessão de terça, somente o líder do Governo na casa, vereador Sebastião de Souza (PSDB), defendeu a atuação dos agentes de trânsito. "Basta não infringir as normas que o cidadão não será multado", afirmou Souza na tribuna.

Esta não é a primeira vez que a Câmara se indispõe com a Transerp por causa de multas. Quando os agentes, apelidados de marronzinhos, começaram a autuar em 2005, os vereadores também criticaram o alto número de multas. O prefeito Welson Gasparini (PSDB) chegou a demitir os marronzinhos, mas voltou atrás.

Saiba como recorrer das multas

O responsável pelo Departamento de Protocolo de Recursos, Sérgio Malia, afirmou que existem pelo menos três maneiras de contestar as multas.

Em um primeiro momento, quando o motorista recebe em casa a notificação (no máximo 30 dias após a autuação), ele pode apresentar defesa caso existam erros de informações como sobre a marca e a cor do carro ou com nome de rua inexistente.

Já com a multa na mão, pode tentar cancelar a multa justificando que cometeu infração por emergência ou que houve um erro na autuação. Ele deve preencher um formulário e anexar documentos que comprovem suas justificativas como comprovante de pedágio, notas fiscais ou atestados médicos. O formulário pode ser encontrado nos postos da Transerp ou pela internet (www.ribeiraopreto.sp.gov.br/transerp).

Mesmo quando o recurso for deferido, ainda resta uma terceira alternativa ao motorista que é recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito após o pagamento da multa. Caso o recurso seja deferido, o motorista é reembolsado pelo município posteriormente. (Gazeta de Ribeirão)

 

 

 

 

 

 

 

Veículo: Capital Pantanal – MT – 18/04/2007

Seção: Artigo

Leia: A questão do pára-brisa, por Rosildo Barcellos


Tendo por escopo reduzir os riscos de lesões aos ocupantes do veículo e assegurar a visibilidade do motorista;já estão em vigor regras editadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) .Trata-se da Resolução 216 que preconiza parãmetros para minimizar os efeitos segundo as situações supramencionadas . Outrossim esta definido que na área crítica de visão do condutor e em uma faixa periférica de 2,5 centímetros de largura das
bordas externas do pára-brisa não devem existir trincas e fraturas de configuração circular.

A chamada área crítica definida pela Resolução é, nos ônibus, microônibus e caminhões, aquela situada à esquerda do veículo determinada por um retângulo de 50 centímetros de altura por 40 centímetros de largura, cuja base coincide com a linha tangente do ponto mais alto do volante. Já nos demais veículos a área crítica considerada é a metade esquerda da região de varredura das palhetas do limpador de pára-brisa.

Nas áreas do pára-brisa que não são consideradas críticas serão permitidos alguns danos. No caso dos ônibus, microônibus e caminhões serão permitidos até três danos, não ocorrendo trinca superior a 20 centímetros de comprimento e fratura de configuração circular não superior a 4 centímetros de diâmetro. Nos demais veículos a Resolução permite no máximo dois danos sendo que no caso da trinca esta não poderá ser superior a 10 centímetros de comprimento e a fratura de configuração circular não deve ser superior a 4 centímetros de diâmetro.


Urge ressaltar que essa regulamentação já se encontra em vigor desde 27 de dezembro e nessa seqüência de chuvas que estamos tendo é importantíssimo conferir a situação não só do pára-brisas mas também do estado das palhetas, com vistas a manter os níveis de segurança em seus deslocamentos seja a passeio,seja a trabalho.

Não preciso nem ressaltar que o seu sistema de acionamento de limpadores de pára-brisas tem de estar em perfeitas condições a fim de se evitar dissabores e imprevistos. Quem estiver com o veículo em desacordo estará sujeito às sanções previstas no artigo 230, inciso XVIII c/c o artigo 270, § 2º, do Código de Trânsito Brasileiro. A infração é considerada grave, com penalidade de cinco pontos na CNH, multa de 127,69 e sujeita-se a retenção do veículo para regularização.

*Rosildo Barcellos é articulista e conselheiro da Asnarf(Associação Nacional dos Agentes Rodoviários Federais)
e-mail: barcellos.articulista@estadao.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

Veículo: Jornal Agora – RS – 19/04/2007

Seção: Geral

Sinalização turística deve ser concluída em abril


Mais antigo município do Estado, Rio Grande deverá concluir, até o final deste mês, a instalação de 90 placas de orientação para turistas e visitantes. O projeto de sinalização, que está sendo implantado pela Prefeitura Municipal, foi desenvolvido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae/RS), por meio do Arranjo Produtivo Local (APL) de Turismo da Costa Doce, em parceria com a Agência de Desenvolvimento da Costa Doce (AD Costa Doce).

"Rio Grande tem sido um dos destaques na organização interna do turismo na Costa Doce", afirma a gestora do APL, Jussara Argoud. Ela salienta que o Município tem um plano de desenvolvimento de turismo em execução, que inclui avanços na recepção de turistas estrangeiros, na qualificação de empreendimentos e de mão-de-obra, na melhoria de atrativos e na sensibilização da comunidade para o setor.

O secretário municipal de Turismo, Abdo Nader, prevê que a implantação das 37 placas aéreas e as cerca de 50 placas de solo deverá estar concluída até o final do mês de abril. "Começamos o trabalho em março. Já estamos orçando a instalação do projeto de sinalização da Ilha dos Marinheiros, também desenvolvido pelo Sebrae/RS", diz. A Ilha dos Marinheiros é um dos principais atrativos turísticos da cidade.

O projeto de sinalização leva a assinatura do consultor do Sebrae/RS e arquiteto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Antonio Bolcato Custódio. O projeto contempla ainda os municípios de Pelotas e de Jaguarão, também atendidos pelo APL. De acordo com Custódio, a sinalização segue as orientações do Guia Básico de Sinalização Turística Brasileiro, elaborado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), com apoio do Iphan.
Dois tipos de placas estão previstos: as indicativas (azuis e verdes), que orientam sobre a localização; e as interpretativas (marrons), que indicam e explicam o que é o lugar. "As interpretativas podem incluir outras mídias, como vídeos e folhetos", lembra o arquiteto. Custódio salienta que o projeto de sinalização é um processo educativo e lento, que demanda melhorias na qualidade do produto oferecido pelos destinos turísticos.

Rio Grande, que este ano completou 270 anos, foi fundada em 19 de fevereiro de 1737 pelo Brigadeiro José da Silva Paes, comandante de uma expedição militar portuguesa, cujo objetivo era assegurar aos lusitanos as posses das terras do Sul do Brasil. A cidade possui atualmente cerca de 200 mil habitantes e conta com a Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg), a Estação de Apoio Antártico, a refinaria de petróleo Ipiranga e um dos maiores portos brasileiros de águas profundas. Além disso, possui vários museus, prédios históricos com valor arquitetônico, os Molhes da Barra e o balneário do Cassino. O Município é um dos principais pólos turísticos da metade sul do Estado.

Mônica Caldeira/Assessoria

 

 

 

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